sábado, 30 de agosto de 2008

Tributação verde

MP 438/08 é um avanço na proteção do meio ambiente

por Melissa Guimarães Castello

A Medida Provisória 438/08 acaba de criar um incentivo fiscal para as empresas que efetuarem doações destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas brasileiras. Se essas doações forem feitas para instituições financeiras federais, fica suspensa a incidência da contribuição para o PIS e da Cofins sobre as parcelas doadas.

Finalmente, foi criado um sistema de incentivo fiscal para medidas de proteção ao meio ambiente. Nesse particular, a Medida Provisória deve ser muito bem recebida pela comunidade empresarial. De fato, o meio ambiente foi colocado ao lado de programas de incentivo à cultura e às atividades de caráter desportivo, entre outros, que já recebiam incentivos fiscais.

Contudo, ao contrário dos incentivos à cultura e aos esportes, o incentivo dado à proteção ambiental não implica a redução de imposto de renda, mas do PIS e da Cofins. Como conseqüência, as pessoas físicas não podem se beneficiar do programa de incentivo fiscal para a preservação florestal, pois não são contribuintes desses tributos.

Outra deficiência da Medida Provisória decorre da destinação dos valores doados para uma instituição financeira federal. Instituições financeiras não têm o conhecimento necessário para definir áreas prioritárias de destinação dos recursos doados para a preservação florestal. Seria muito mais lógico destinar essas doações diretamente aos órgãos gestores das Unidades de Conservação, que poderiam aproveitá-los da forma mais eficiente.

Não obstante essas críticas, certo é que a Medida Provisória traz um avanço nas medidas de proteção ao meio ambiente, permitindo que a comunidade empresarial invista diretamente na preservação de florestas. Depois de devidamente regulamentado, o incentivo fiscal para preservação florestal pode ser um excelente instrumento para empresas dotadas de consciência ambiental.

Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2008

Sobre o autor:
Melissa Guimarães Castello: é advogada da Campos Advocacia Empresarial e mestre em Direito Ambiental pela Universidade de Oxford.

Disponível em: <
http://www.conjur.com.br/static/text/69352,1>.
Acesso em: 30 ago. 2008.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Hidroelétrica do Baixo Iguaçu

Vídeo da problemática em relação ao impacto ambiental da Hidroelétrica do Baixo Iguaçu, Paraná.

Disponível em: <
http://tvparanaense.rpc.com.br/index.phtml?fe=&pid=7&dt=14%2F08&pc=hidrel%E9>.

domingo, 17 de agosto de 2008

Estudo mostra que madeira apreendida não tem destino

THIAGO REISJOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha

Operações de combate ao desmatamento na Amazônia costumam gerar apreensões recordes de madeira. Estudo inédito do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) mostra, contudo, que há demora na destinação dessa madeira, o que faz com que ela acabe desviada, podre ou obsoleta.

Segundo o estudo, apenas 4% da madeira apreendida de 2004 a 2006 em seis Estados da região amazônica (Amazonas, Pará, Rondônia, Amapá, Roraima e Acre) teve, de fato, um destino, como doação ou leilão.

Nesse período, de acordo com os dados, foram apreendidos 178.212 m3 de madeira, o suficiente para encher cerca de 70 piscinas olímpicas. Desse total, apenas 7.250 m3 foram aproveitados após a fiscalização. Em quatro Estados, não houve nem sequer 1 m3 destinado. A madeira restante (170.962 m3) tem valor estimado de ao menos R$ 25 milhões.

Um dos principais problemas apontados pelo Imazon é a baixa prioridade dada aos bens apreendidos em blitze. "Há um problema grave na eficácia da destinação. Isso porque há muito dinheiro investido nas fiscalizações, e pouco na outra ponta", diz o engenheiro florestal Paulo Barreto, um dos autores do estudo.

Segundo ele, não há recursos para transporte e armazenamento do material apreendido. Além disso, o baixo número de procuradores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) torna lenta a conclusão dos processos administrativos, diz Barreto.

"A demora facilita que os acusados utilizem ou descaminhem os bens, ou que esses pereçam ou se tornem obsoletos", conclui o estudo. Para Barreto, antes que sejam tomadas iniciativas para aprimorar a destinação de apreensões, é preciso mudar a "mentalidade" do órgão ambiental. "Essa meta de gerar grande número de multas e apreensões precisa ser revista. Com visão estratégica, é possível ter efeito punitivo maior", afirma o engenheiro.

Mudança na lei
Para sanar o problema da destinação da madeira, Barreto e os outros autores --o estudante de direito Hugo Mercês e a aluna de engenharia ambiental Marília Mesquita-- sugerem reestruturar os aparatos de fiscalização --para que eles possam confiscar e armazenar os bens--, priorizar a venda e preparar os órgãos ambientais para disputas na Justiça.

De acordo com Barreto, o decreto assinado no dia 22 de julho pelo presidente Lula, mudando a Lei de Crimes Ambientais --e reduzindo o tempo de tramitação administrativa dos processos--, também deve ajudar. "Com menos instâncias de defesa, há possibilidade de acelerar a destinação", diz.

Outro ponto positivo do decreto, afirma, é a liberdade dada ao gestor para decidir o que fazer com o bem apreendido. "Antes era dada prioridade à doação. Agora não, o que permite maior número de leilões."

Outro lado
O diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Flávio Montiel, diz que o processo de destinação da madeira apreendida em operações está mais rápido desde a assinatura, pelo presidente Lula, do decreto que altera a Lei de Crimes Ambientais.

"Nós mudamos radicalmente o trâmite. Além de encurtar os prazos, hoje, tendo o auto [de apreensão] homologado, você pode dar imediatamente o perdimento [confisco] e a destinação. Antes, tinha que aguardar uma decisão final." Com o decreto, Montiel declara que produtos apreendidos em operações não voltarão mais aos infratores.

"Caso o infrator venha a ganhar, ele será ressarcido no valor equivalente. Agora, ele não poderá ter mais acesso ao bem."

Desde o decreto, o diretor afirma que já foram feitas doações de madeira para a Polícia Federal, em Vilhena (RO), e para a Aeronáutica, na Serra do Cachimbo (PA).

Para Montiel, "a Justiça Federal dá a causa em favor dos infratores". "Mais de 50% do que apreendemos volta aos infratores por decisão judicial."

O diretor questiona o percentual apresentado, no estudo do Imazon, de que apenas 4% da madeira apreendida tem algum destino, mas reconhece que o número é baixo e deve ficar em torno de 10%.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u434446.shtml>.
Acesso em: 17 ago. 2008.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Biocombustível sustentável já tem sua 'cartilha'

Bettina Barros, de São Paulo
13/08/2008


Após meses de discussões, será divulgada hoje em Lausanne, na Suíça, a primeira minuta com critérios e padrões internacionais que deverão ser seguidos para a produção sustentável de biocombustível - aquele que não derruba florestas, nem contribui com as mudanças do clima e a escassez de alimentos no mundo.

O consenso, visto até pouco tempo como improvável, dado os interesses comerciais e econômicos antagônicos, foi alcançado por mais de 300 empresas, instituições acadêmicas, grupos ambientalistas e agências governamentais que compõem a chamada Mesa Redonda sobre Biocombustíveis Sustentáveis (MRBS). O conselho diretor graúdo dá a dimensão da discussão - entre eles estão Shell, Petrobras, British Petroleum, Bunge e Toyota, além das ONGs WWF e Amigos da Terra-Amazônia Brasileira.

A Mesa Redonda definiu 12 critérios que abrangem desde o uso da água e do solo, segurança alimentar e desenvolvimento social, até emissões de gases-estufa. Esses critérios ficarão em consulta pública por 90 dias, período no qual interessados no assunto poderão fazer comentários. A expectativa é que até o início do próximo ano a versão final do documento seja aprovada.
"Esta é a primeira pedra fundamental de um processo para garantir a sustentabilidade nos biocombustíveis", afirma Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra-Amazônia Brasileira, e porta-voz do grupo no país. Ele explica que os critérios não serão compulsórios. "A idéia é que eles ajudem a abrir mercados para produtores. É voluntário. Mas quem quiser ter biocombustível certificado, terá que passar por isso".

Como nos demais processos desse tipo (soja e óleo de palma também têm suas mesas redondas), as discussões iniciais que culminaram com o documento foram conflituosas. O ponto mais esperado pelos compradores resultou no terceiro critério, o das emissões dos gases de efeito estufa que superaquecem o planeta. "De todos os princípios, esse é o que mais se destaca", diz Smeraldi. "Isso", continua, "tem a ver com produtividade. Qual as culturas que necessitam mais fertilizantes derivados do petróleo? De que adianta ter um biocombustível que emite tanto ou mais carbono para ser produzido?". O critério, portanto, é claro: os biocombustíveis devem contribuir para a diminuição desses gases.

Outro ponto polêmico é o uso da terra, no histórico caminho do grão, que empurra o boi, que derruba a mata e acende alertas na Europa. Na última reunião do G-8, em julho, o assunto dominou os encontros. Na ocasião, a Comissão Européia cobrou do Brasil garantia de sustentabilidade do etanol e avisou que o país só avançaria em sua estratégia de transformar o etanol em commodity global se assumisse "comprometimentos concretos" no combate à mudança climática.

Formada há 18 meses, a Mesa Redonda sobre Biocombustíveis Sustentáveis tinha como objetivo único responder a essas inquietações, criando padrões internacionais que norteassem os produtores. "Mas notamos que havia desequilíbrios", diz a francesa Geraldine Kutas, assessora internacional da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). "Não havia nenhum representante de produtores de países em desenvolvimento. Queríamos fazer sugestões a esses critérios. Temos necessidades diferentes".

Segundo ela, uma das ações da Unica, que aderiu ao grupo apenas em maio, foi lembrar que sustentabilidade significa também a viabilidade econômica. Diz o 11º critério: os projetos de biocombustível deverão implementar um plano de negócios que reflita o comprometimento com eficiência econômica.

O texto que será apresentado hoje é aceitável para os diversos "stakeholders", diz ela. Após sua aprovação, a Mesa Redonda decidirá se ampliará a atuação como certificadora de selos de sustentabilidade para biocombustíveis, a exemplo do que existe no setor madeireiro. Outra idéia é a criação de escritórios regionais para o desenvolvimento de índices específicos para as realidades dos países. Os produtores terão um tempo - ainda não definido - para se adequar aos critérios.

Disponível em: <
http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/agronegocios/179/Biocombustivel+sustentavel+ja+tem+a+sua+cartilha,08138,,179,5092685.html >.
Acesso em: 13 ago. 2008.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Questões Pendentes do Protocolo de Kyoto

Werner Grau Neto
13/08/2008


O objeto do Protocolo de Kyoto é estabelecer mecanismos econômicos por meio dos quais se busca resultado ambiental, que seria a redução das emissões de gases de efeito estufa. Passado algum tempo desde a entrada em vigor do protocolo, o mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL), instrumento do qual participam países que, como o Brasil, não têm obrigação de redução de emissões até 2012, revelou resultado muito abaixo do esperado.

Várias são as razões para tal resultado, destacando-se a perda de identidade do MDL: tomado e transformado pelo mercado em mero instrumento econômico, o MDL perdeu muito do seu apelo. Mas há outros fatores que, no Brasil, têm reduzido o volume de projetos de MDL. Desses, dois são aqui destacados: a questão da natureza jurídica dos certificados de emissões reduzidas (CERs) e a questão da tributação dos negócios envolvendo certificados.

A natureza jurídica do certificado de emissões reduzidas é um tema polêmico e muitas opiniões têm sido trazidas ao debate. Em síntese, são cinco as potenciais categorias para se classificar os certificados: commodity, título mobiliário, prestação de serviço, bem incorpóreo e valor mobiliário. A ausência de fungibilidade e vinculação do certificado à atividade de MDL; a existência de equivalência monetária, e não obrigação pecuniária em si; e a inexistência de uma prestação de serviço, e sim a realização de uma cessão de crédito, são elementos a afastar a consideração do certificado como commodity, título mobiliário ou prestação de serviços.

Assim, pende entre bem incorpóreo e valor mobiliário a classificação para o certificado de emissões reduzidas. Parece correto dizer que o objeto do certificado pode ser havido como um bem, de natureza incorpórea, enquanto que o certificado propriamente dito não seria um bem, mas sim um valor mobiliário. O bem objeto da atividade de MDL é a redução de emissão de gases de efeito estufa. O certificado representa o valor equivalente, de natureza mobiliária, desse bem.

Afastamo-nos pois do projeto de lei, em trâmite no Senado Federal, ainda sem número, para o qual o certificado de emissões reduzidas é "um ativo intangível e transacionável". Preferimos ver o certificado como o título que representa o valor equivalente deste bem, não com ele se confundindo. Nesse contexto, tratando-se de valor mobiliário, sujeita-se o certificado às regras e condições a serem definidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de forma a se disciplinar sua circulação.

Soa despropositada qualquer iniciativa de atribuir carga tributária às receitas obtidas com certificados de emissões

O segundo ponto diz respeito à tributação dos negócios e da receita obtida a partir das negociações dos certificados de emissões reduzidas, aspecto que pode onerar o projeto como um todo, interferindo até mesmo em sua viabilidade econômica. Ora, quer nos parecer absurda a idéia de se atribuir carga tributária, de qualquer ordem que seja, a um instrumento que, em sua essência e propósito, é e somente pode ser visto e havido como um instrumento de ordem econômica, voltado e atrelado à viabilização, por meio da indução de um mercado, de propósito maior, de ordem ambiental pura, qual seja, o propósito do combate à mudança do clima e aos seus efeitos, posto na convenção-quadro sobre a mudança do clima. Nesse contexto, em que se internaliza um instrumento que se reveste como um mecanismo de estímulo econômico a um propósito maior, já soa em si despropositada qualquer iniciativa de atribuição de carga tributária a seus elementos ou resultados.

Haroldo Machado Filho e Bruno Kerlakian Sabbag destacam, na tese "Classificação da Natureza Jurídica do Crédito de Carbono", que o sistema cuida em sua estrutura internacional do ponto, estabelecendo duas ordens de tributação internacional a serem aplicadas ao MDL e seus instrumentos, por meio do artigo 12, inciso 8º do Protocolo de Kyoto: uma para cobrir despesas administrativas e outra para auxiliar as partes mais vulneráveis em sua adaptação aos efeitos adversos da mudança global do clima. O tributo para fazer face aos custos de adaptação foi definido em 2% da quantidade total de certificados de emissões reduzidas emitida para o projeto de MDL, sendo que os projetos hospedados nos países menos desenvolvidos são isentos desse tributo internacional, nos termos do artigo 15 da Decisão nº 17 da Conferência das Partes.

O ponto levantado pelos autores é de todo fundamental, dado que, para além de se estar aqui tratando de um sistema trazido com o objetivo de se estimular um resultado ambiental, a partir de um mecanismo econômico, tem-se o fato de que a temática tributária viu-se tratada e regulada nessa esfera maior, de âmbito internacional, nada justificando onerar-se o mecanismo pela tributação interna. Fazê-lo significaria desestimular o mercado e o instrumento, na contra-mão do que se pretendeu ao criá-lo.

Nesse contexto, manifestações da Receita Federal opinando pela incidência de tributos sobre os negócios de transferência de certificados de emissões reduzidas; normas e regulamentos que o classificam como serviço; e manifestações outras, que vemos no debate sobre o tema, nos parecem equivocadas, seja porque se está diante de um valor mobiliário, seja porque não faz senso estabelecer qualquer forma de incidência tributária sobre o certificado e os negócios que o envolvem.

O segundo período de compromisso, em negociação, trará novos instrumentos para a busca da redução das emissões de gases de efeito estufa. As lições aprendidas com o MDL não podem ser ignoradas, sob pena de, uma vez mais, concluir-se que o homem ainda não está maduro para valer-se das relações econômicas como vetor de resultado ambiental, e não simplesmente o contrário.

Werner Grau Neto é advogado, sócio da área de sustentabilidade e mudança do clima do escritório Pinheiro Neto Advogados e mestre e especialista em direito internacional pela Universidade de São Paulo (USP)

Disponível em: <http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/legislacaoetributos/legislacaoetributos/Questoes+pendentes+do+Protocolo+de+Kyoto,08138,,86,5092707.html>.
Acesso em: 13 ago. 2008

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O sítio da rádio da Câmara dos Deputados disponibiliza, em razão das comemorações dos 20 anos da Constituição, um programa especial, dividido em três blocos, sobre o Meio Ambiente na Constituição Federal de 1988. O programa contou com a entrevista do deputado Fábio Feldmann, que foi um dos relatores do capítulo sobre o meio ambiente.
Disponível em:
Indico á página comemorativa do Congresso Nacional, em que se encontram dispóníveis uma série de documentos, inclusive os vídeos do programa "Diário da Constituinte": http://www.congresso.gov.br/anc88/

sábado, 9 de agosto de 2008

ONU e UE juntam sistemas de registro de emissões de CO2

07/08/2008 - 12h23
da Efe, em Bruxelas

A UE (União Européia) e a ONU (Organização das Nações Unidas) concordaram em juntar seus sistemas de registro de emissões de dióxido de carbono antes do final do ano, informou a Comissão Européia, braço executivo da UE, em comunicado.

Até agora, UE e ONU registravam os direitos e créditos de emissão de carbono das empresas com dois sistemas independentes, o Registro Independente de Transações da Comunidade (CITL) e o Registro Internacional de Transações (ITL).

Os países que se comprometeram a reduzir suas emissões em virtude do Protocolo de Kyoto estão autorizados a iniciar projetos de redução das emissões em países em desenvolvimento.

Créditos

Segundo a comissão, estes projetos geram "créditos vendíveis de reduções certificadas de emissões". Cada um equivale a uma tonelada de dióxido de carbono e podem ser utilizados para compensar os níveis de emissão.

A novidade gerada pela conexão dos dois registros é facilitar a transferência de unidades de redução às empresas que decidam investir em países em desenvolvimento como método para diminuir suas emissões.

Segundo o comissário do Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, "a conexão do registro de créditos de carbono da ONU consolidará ainda mais a liderança da Europa no mercado mundial de carbono".

Para efetuar a conexão serão suspensas todas as operações de registro durante um período máximo de sete dias.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Começa a capacitação dos colaboradores da Nestlé sobre Consumo Consciente do Dinheiro e do Crédito

01/07/2008
Fábrica de Caçapava, no interior de São Paulo, faz piloto de projeto que poderá ser aplicado em toda a empresa.

A Nestlé, parceira pioneira do Instituto Akatu, está divulgando, para seus funcionários da unidade de Caçapava (SP), informações sobre Consumo Consciente do Dinheiro e do Crédito. A expectativa é que o projeto, realizado em conjunto com o Akatu e iniciado em maio, contribua para o aumento da percepção, por parte dos colaboradores, de que suas escolhas de consumo, se realizadas de forma consciente, podem trazer impactos positivos para toda a sociedade, o meio ambiente e a economia.


O tema do projeto, segundo Valentim Lima, gerente de RH da unidade, foi escolhido para ajudar aos colaboradores da unidade a fazer uma boa gestão de seus recursos financeiros e analisar os impactos que suas escolhas de consumo geram não só sobre a pessoa e sua família, mas também sobre as relações sociais, a natureza e a economia.

O início do processo foi no ano passado, com uma palestra de sensibilização para os funcionários, proferida pelas consultoras do Akatu, Maluh Barciotte e Lourdes Hoeltz, para o tema do consumo consciente de dinheiro e crédito. Após a palestra inicial, o Akatu iniciou um processo de capacitação de cerca de 30 colaboradores para o tema, com a consultora Elaine Toledo, por meio de dinâmicas, oficinas, apresentações e jogos. O objetivo era torná-los “multiplicadores”, ou seja, aptos a sensibilizar e mobilizar seus colegas de trabalho para o tema, transmitindo seus conhecimentos sobre o assunto.

O Instituto Akatu também é responsável pelo fornecimento de conteúdo para as mensagens que ficam expostas em um painel, atualizado periodicamente, localizado em uma área de convivência da empresa. O aviso de mudança das informações no painel é dado por meio de um jornal disponível no refeitório, onde os cerca de 1.200 colaboradores da unidade fazem suas refeições diárias. Os multiplicadores são estimulados a incentivar os colegas a tomarem conhecimento das dicas e informações úteis contidas no mural. Para complementar o aprendizado, a Nestlé também inclui informações sobre o projeto em seus vários veículos de comunicação (entre eles, o Participativo Família, que é enviado para as famílias dos funcionários) e disponibiliza, em sua biblioteca, materiais de apoio e jogos eletrônicos do Akatu sobre dinheiro e crédito.

O projeto, ainda em fase piloto, tem previsão de duração de 8 meses. Lima diz que está satisfeito com a sua evolução e ainda enxerga o projeto como uma boa oportunidade de aprendizado. “A unidade de Caçapava recebe muitos projetos novos e o fato de esse ser um piloto é uma coisa boa. Indica que há possibilidade de errar e eventualmente mudar alguma direção durante o processo”, conta ele.

Disponível em: <http://www.akatu.com.br/>.
Acesso em: 8 ago 2008.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

50 milhões de refugiados ambientais

Stephen Leahy

Toronto, 14/10/2005(IPS) - A Organização das Nações Unidas calcula que mais de 50 milhões de pessoas podem ser obrigadas a abandonar suas casas nos próximos anos por causas ambientais como elevação do nível do mar, desertificação, inundações e degradação da terra. Estatísticas da Federação Internacional da Cruz Vermelha e da Meia Lua Vermelha são ainda mais contundentes: aqueles que hoje são refugiados devido a esses desastres somam mais do que os refugiados de guerras. As catástrofes ambientais já contribuem com grandes correntes de migração permanente, afirmaram especialistas da Universidade das Nações Unidas (UNU), na quarta-feira, Dia da ONU para a Redução de Desastres.

leitura na íntegra:
http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=1093
Acesso em: 5 ago. 2008.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Unibanco Asset passa a adotar os princípios da ONU

Angelo Pavini, De São Paulo
04/08/2008

A sustentabilidade está em alta na Unibanco Asset Management (UAM). Ela é a primeira gestora brasileira a aderir aos Princípios de Investimentos Responsáveis (Principles for Responsible Investment, PRI) da Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso a gestora, a quinta maior do país em volume de ativos, passa a fazer parte de um clube formado por 182 assets de todo o mundo, com um total de US$ 15 trilhões sob gestão.

Os princípios surgiram de um projeto iniciado pela ONU em 2005. Um grupo formado por representantes dos 20 maiores investidores institucionais de 12 países foi convidado para estabelecer as bases mínimas de sustentabilidade para os investimentos. Trabalhando com representantes de governos, investidores, acionistas, empresários e sociedade civil, esse grupo definiu os princípios em janeiro de 2006.

O processo foi coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Iniciativas Financeiras e pelo Global Compact, programa da ONU que cria uma rede de empresários comprometidos com a defesa dos direitos humanos, do trabalho, meio-ambiente e contra a corrupção.

Ao aderir ao PRI, a UAM deverá agora criar um critério para avaliar a sustentabilidade das empresas onde investe, seja em renda variável, como ações, seja em renda fixa, como debêntures, explica Ronaldo Patah, diretor de renda variável da gestora. Esses critérios terão como base as experiências de outros participantes do PRI ao redor do mundo e que tentam definir as melhores formas de avaliar como as empresas se saem em relação aos três pilares da sustentabilidade: governança corporativa, meio ambiente e responsabilidade social.

A definição desses critérios deve levar seis meses, estima Patah. E devem funcionar como um questionário onde a empresa mostrará como atua em vários tópicos. "Se uma construtora ajuda os funcionários a aprenderem a ler e escrever, por exemplo, ela já ganha pontos na avaliação", diz. Esses pontos, positivos ou negativos, influenciarão o valor considerado justo pelo gestor na hora de decidir a compra de uma ação ou debênture. "Podemos assim colocar no preço os riscos a mais que as empresas que não seguem a sustentabilidade têm, bem como o prêmio para as que seguem". Segundo Patah, os critérios não devem excluir alguns setores ou empresas, mas avaliar o que estão fazendo em cada área.

Com R$ 65 bilhões sob gestão, a UAM participa também do Comitê de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ajudou a desenvolver o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo.

Disponível em: http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/eueinvestimento/49/Unibanco+Asset+passa+a+adotar+os+principios+da+ONU,0848,,49,5074726.html Acesso em: 4 ago. 2008.

domingo, 3 de agosto de 2008

A Solução para Amazônia é aumentar a eficiência das atividades sustentáveis

Para o ministro Roberto Mangabeira Unger, regularização fundiária, combate ao desmatamento e alternativas de produção viáveis e ambientalmente seguras são principais eixos do Plano de Amazônia Sustentável.

Ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicas, Roberto Mangabeira Unger falou nesta sexta-feira (1º) ao programa Bom Dia Ministro. Na entrevista com jornalistas, com duração de uma hora e transmitida para rádios de todo o País, Unger abordou temas como o Plano Amazônia Sustentável, o desmatamento ilegal e o serviço militar obrigatório. Leia abaixo os principais trechos.

Plano Amazônia Sustentável - É a primeira vez na história do Brasil que a Amazônia ocupa o centro da atenção nacional, vista como vanguarda e terreno privilegiado para repensar e reogarnizar o País. Há uma grande co nvergência sobre a tese do desenvolvimento sustentável. Apesar dos conflitos pontuais e transitórios que possam existir entre objetivos, preservação e desenvolvimento, a grande maioria dos brasileiros compreende que preservação depende de desenvolvimento e desenvolvimento depende de preservação. O esforço nessa fase inicial de coordenação do Plano de Amazônia sustentável tem sido trabalhar com os meus colegas ministros e sobretudo com os governadores dos nove estados da Amazônia Legal para definir os grandes eixos e iniciativas práticas. O primeiro tem a ver com regularização fundiária e zoneamento ecológico e econômico. Esse é o problema prioritário na Amazônia. O segundo diz respeito à persistência nas medidas contra o desmatamento. O terceiro tem por assunto a construção de alternativas de produção economicamente viáveis e ambientalmente seguras para as populações de pequenos produtores que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado. O quarto eixo é a reorg anização da agricultura e da pecuária brasileiras a partir da Amazônia e dos cerrados. O quinto é a indústria de transformação, indústria florestal na Amazônia florestada, indústria de transformação de produtos agropecuário e minerais na Amazônia e dos cerrados. O sexto é o transporte multimodal, para integrar rodovia, ferrovia e hidrovia. E o sétimo é sobre ciência e educação. A prioridade é resolver a regularização fundiária. Toda Amazônia hoje é um caldeirão de insegurança jurídica. Ninguém sabe quem tem o quê. Enquanto não tirarmos a Amazônia desta situação de insegurança, nada mais funcionará.

Amazônia Legal - Temos hoje na Amazônia problemas que não costumam ser enfrentados ou sequer descritos. Construímos, ao longo do tempo, uma série de proibições legais para as atividades produtivas. Há o Bioma Amazônico, no sentido estrito, e a Amazônia Legal, como um todo. Definir isso é um esforço admirável. Não encaramos a floresta Amazônica como fronteira agrícola. Estamos determinados a preservá-la e precisamos garantir que o regime legal seja executado. Segundo alguns cálculos, se somássemos todas as proibições legais, sobraria, sobraria pouco espaço tanto no bioma amazônico quanto no cerrado para as atividades produtivas legítimas. Outro aspecto que limita a atividade produtiva é o sistema de reservas legais. Na Amazônia florestada, é 80% de reserva e 20% aberto à produção, independentemente do tamanho da propriedade. O que pode levar à formação de microtabuleiros: áreas que são pequenas demais para serem úteis tanto para a preservação quanto para a produção. Por tudo isso, precisamos construir um sistema que assegure áreas coerentes de produção e de preservação. E resolver o problema da ilegalidade maciça e retrospectiva em que foram colocadas algumas populações em certas partes da Amazônia, por conta destas regras.

Eficiência sustentável - Hoje, há um desnível entre a relativa ineficiência econômica das atividades sustentáveis e a relativa eficiência econômica das atividades devastadoras. Enquanto persistir este desnível, continuaremos a depender de proibições legais e de sanções criminais para proteger a floresta. É uma situação precária e transitória e a única solução é aumentar a eficiência econômica das atividades sustentáveis.

Participação social - Em algumas partes da Amazônia há um conflito entre produtores e grupos que procuram defender os índios, os negros ou os valores da preservação. Esses grupos querem que o governo federal se posicione no conflito. Uma solução duradoura não pode ser construída de cima para baixo, por imposição de governo central. Deve ser construíd a também de baixo para cima. Só assim faremos do projeto Amazônia Sustentável um projeto de Estado, não apenas de governo. Um projeto que possa sobreviver ao atual governo e ser abraçado pela Nação.

Soberania da Amazônia - A premissa de todo nosso trabalho é a reafirmação inequívoca e incondicional da nossa soberania na Amazônia. Quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil. Estamos conscientes da importância de construir uma estratégia de defesa da Amazônia, que passa pelo binômio monitoramento e mobilidade. Ao mesmo tempo, estamos conscientes de que a longo prazo a defesa eficaz da Amazônia depende de projeto econômico e social, sem o qual não haverá estruturas produtivas e sociais organizadas. E uma vasta região sem estruturas produtivas e sociais organizadas é muito difícil de defender. Portanto, a verdadeira solução está numa combinação de defesa, que já começamos a tomar, e a construção de projeto sustentável da Amazônia.

Desmatamento ilegal - O desmatamento hoje na Amazônia tem três grandes focos. O primeiro é a invasão das terras públicas por madeireiros ilegais e aventureiros. A tarefa prioritária é a regularização fundiária e o ponto de partida de um esforço nesta regularização é o estado brasileiro tomar conta do que é seu. Para controlá-las é preciso conhecê-las. O segundo são as atividades dos pequenos produtores, extrativistas ou agrícolas, que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado. Muitas vezes funcionam como uma linha de frente involuntária da devastação. Queremos convertê-los em um cinturão de proteção da floresta. Para isso, é preciso definir atividades legítimas de produção, que sejam economicamente viáveis e ambientalmente seguras. Lavouras perenes, cultivo de peixes, plantio de árvores e produção para biodiesel: todas as atividades terão de ser apoiadas técnica e financeiramente. Para os que lidam com esse tipo de trabalho, proponho construir um mecanismo de remuneração, além dos ganhos normais com as atividades produtivas, em troca das obrigações que assumiriam de monitorar e de prestar contas. Mas há muitos problemas a resolver. Temos que municiar com quadros e meios técnicos as Unidades de Conservação, essa uma grande preocupação do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Ao mesmo tempo, decidir onde, quando e como reflorestar áreas.

Defesa das fronteiras - O Brasil é o menos beligerante dos países grandes em toda a história moderna. Temos uma indisposição arraigada contra o conflito violento entre as nações. Esse nosso pacifismo não nos exime da necessidade de nos defendermos. Pelo contrário, aumenta nossas responsabilidades. Por isso é que estamos construindo uma estratégia nacional de defesa em três grandes vertentes: a primeira é a reconstrução e a reorientação das forças armadas para que possam desempenhar as suas responsabilidades em tempos de paz ou de guerra. Não podemos estar onipresentes nas nossas fronteiras, mas precisamos ter a capacidade de ver a partir da terra, do ar e do espaço o que acontece, e daí responder prontamente. A segunda é a reconstrução da nossa indústria de defesa, tanto na parte privada quanto na estatal. A terceira vertente é dar vida ao serviço militar obrigatório e aos serviços sociais, que poderemos construir como elementos acessórios do serviço militar.

Serviço militar - A Nação precisa debater a estratégia nacional de defesa, inclusive o futuro do serviço militar. Há um consenso entre as lideranças civis e militares de que devemos manter o serviço militar obrigatório. Num país tão grande e tão desigual quanto o nosso o serviço militar é um nivelador republicano, por meio do qual a nação se enc ontra acima das classes. Agora, precisamos discutir como deve evoluir esse serviço obrigatório. Hoje, na verdade, ele é quase voluntário porque há muito mais pretendentes a prestar o serviço do que há lugar nas Forças Armadas. Precisamos, sem medo e sem constrangimento, debater todas as alternativas, inclusive as mais radicais. Uma delas seria dizer se ele é realmente obrigatório. Em vez de os candidatos se escolherem as forças armadas é que deve escolhê-los, por critérios. Um seria o do vigor físico com a capacidade intelectual, não formação cultural. O outro seria representação de todas as classes e regiões do País. Há também a idéia de haver ao lado do serviço militar obrigatório o serviço social obrigatório. Quem não prestasse o militar prestaria o social, com um treinamento militar básico para poder compor uma força de reserva mobilizável em circunstâncias de degeneração mundial ou sul-americana. Não estou propondo e nem dizendo que é proposta do governo. Estou descreve ndo uma tese, entre muitas as que estamos preparando e discutindo.

Trabalho - Desde setembro passado, por orientação do presidente da República, venho discutindo com lideranças sindicais e empresariais uma proposta abrangente de mudanças nas relações de trabalho e o capital no Brasil. Não tivemos uma grande iniciativa institucional em matéria de trabalho desde o período de Getúlio Vargas. O grande defeito do regime existente é que a maioria do povo brasileiro está fora dele. Metade da população economicamente ativa trabalha na economia informal. E uma parte crescente dos trabalhadores que atua na economia formal está em condições de trabalho temporário, terceirizado ou não-assalariado, sem proteção efetiva. A grande preocupação da proposta que estou construindo com dirigentes sindicais e empresariais é resguardar os interesses desta maioria assumida e desorganizada. Estamos mu ito avançados. Há uma grande convergência de opiniões e interesses, claro que não há unanimidade e a Nação precisa acordar para a importância deste tema. O País está ameaçado de ficar espremido numa prensa entre economias de produtividade alta e economias de trabalho barato.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº71 - Brasília, 1 de Agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Pesquisadores criam anel de blogs científicos

Pesquisadores criam anel de blogs científicos
Agência USP
13/05/2008
Pesquisadores do Laboratório de Divulgação Científica da USP, campus de Ribeirão Preto, criaram o Anel de Blogs Científicos, um portal que reúne tudo que se publica em blogs sobre ciência em língua portuguesa.

Blogosfera científica

O objetivo é criar uma blogosfera científica, ou seja, blogs (páginas pessoais) interligados entre si. Também está em elaboração o C&Tube, um blog exclusivamente com vídeos sobre ciência.

Nas primeiras semanas de funcionamento o Anel já reúne mais de 25 blogs da área e a estimativa é de se chegar nos próximos dias a 200 blogs cadastrados. "Esperamos que essa concentração de links provoque um aumento do fluxo de visitas nos blogs e um maior intercâmbio e troca de experiências entre blogueiros científicos", explica o professor Osame Kinouchi Filho, da FFCLRP, que integra a equipe responsável pelo projeto.

Interesses comuns

O projeto pretende realizar uma expansão da blogosfera científica. "Já existe uma experiência grande nos Estados Unidos, de blogs de língua inglesa, e mesmo a blogosfera científica portuguesa é maior que a brasileira. Tem muito potencial de expansão no Brasil", conta Kinouchi.

Participam também o professor Luciano Bachmann e a psicopedagoga Angélica Mandrá, também da FFCLRP, e Gustavo Zedy Miranda Forte, aluno de graduação em Informática Biomédica, curso oferecido em conjunto pela FFCLRP e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).

A idéia, segundo Kinouchi, partiu da reunião de pessoas que já mantinham seu blog ou tinham interesse em divulgação científica, ou ambos os interesses. "Concluímos que tais atividades poderiam ser melhores desenvolvidas se um laboratório específico ou de um grupo de trabalho fosse organizado para esse fim", relata.

C&Tube

Inicialmente, a equipe do projeto pensou em montar apenas um portal na internet, mas com o interesse de outros professores, não necessariamente vinculados a blogs, foi criado há dois meses o Laboratório de Divulgação Científica, do Departamento de Física e Matemática da FFCLRP. "O objetivo é estudar e experimentar novas mídias para a divulgação da cultura científica como ferramentas pedagógicas", diz o professor.

O C&Tube, por exemplo, é um blog que conterá apenas essas novas mídias, na área de divulgação científica, de preferência em português. Este blog, no futuro, organizará tais vídeos por disciplinas e categorias, facilitando o acesso de profissionais, professores e estudantes de todas as idades, interessados em usá-los como demonstrações e material didático.

Anel de blogs científicos

O Laboratório de Divulgação Científica, o Anel de Blogs Científicos, assim como todo o projeto, é aberto para pesquisadores, cientistas e colaboradores, visto sua plataforma de desenvolvimento ser baseada no programa de código livre Joomla, com total suporte ao Gerenciamento de Conteúdo.

O portal não hospeda blogs, apenas provê links para eles. "Em breve haverá também um serviço de minifeeds, ou seja, quando um blog colocar um novo post no ar, automaticamente seu título aparecerá destacado em uma lista", diz Gustavo Zedy Miranda Forte.

Blogs de conteúdo científico

Serão aceitos blogs escritos primariamente, não exclusivamente, em português e que tenham conteúdo científico, didático e de divulgação científica. Também são apropriados blogs pessoais de cientistas, onde a cultura científica seja discutida e o cotidiano da vida do cientista representada e blogs de humor com piadas sobre ciência.

O grupo está organizando o I Encontro de Weblogs Científicos em Língua Portuguesa, que acontecerá dias 11 e 12 de setembro, nas dependências da FFCLRP, com a presença de jornalistas científicos, cientistas e estudantes interessados nesta nova mídia.